quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

NOSSA LOUCA VIDA



Vida  que  arde
Vida  que  queima
Vida  que  não  se  entrega
Nessa  roda  louca  da  vida


Serás  vida ?
Água-viva  da  vida
Tão  loucas,  serás ?

Que  queimas
Teimas
E  beleza  nos  traz...


Onde  se  fizeres  presente
Na  boca,  entre  os  dentes
Vida  essa  louca  vida
Mastigada,  remoída
Doce,  amarga
Ou  cheirando  aguardente


Essa  nossa  vida
Seja  nua,  seja  vestida
Rasgada  embriagada mente
Deve  ser  bebida...
Bebida,  gulosamente.



Ant.  Andrade

FEV,  2014

MEU SILÊNCIO



No  meu  silêncio

Mais  profundo

Eu  quero  agora  estar

Mergulhado  no  silêncio

Sem  nada  mais  falar

Ficar  parado  vadio

E  no  coito  de  teu  cio  descansar...

Me  deliciar

Com  o  teu  olhar  perdido

E  apenas  teu  gemido

Meu  silêncio  quebrar...




Ant.  Andrade

FEV,  2014

ENCRUZILHADA DA MINHA VIDA



Recife,  meu  Recife.

Vida,  minha  vida.

Amigos  e  paixões  inesquecíveis.

Encruzilhada  da  minha  vida...

Avenidas  dos  meus  caminhos...

Lugares  por  onde  andei

Encruzilhada  de  amores  que  se  faz  cantar...

Ainda  escuto  o  teu  chamado,  Recife...

Meu  coração  ainda  bate

Ritmado,  no  compasso  do  teu  frevo

Ecoam  ainda  os  baques  dos  teus  Maracatus

E  tuas  cirandas...  Recife...

Ainda  embalam  meus  sonhos...

Recife...

Eu  nunca  deixei  de  te  escutar...



Ant.  Andrade
SET. 2012





ENCONTROS E ENCANTOS




A  vida  nos  oferece  encontros

E  nos  convida  a  amar...

Feliz  quem  na  vida  encontra 

Um  coração  pra  nele  se  achar

Tomar  em  seus  braços  o  encanto

E  encantado  dele  ficar...



Ant.  Andrade

MAR,  2013

CORAÇÃO PERNAMBUCO



Quando  se  fala  com o  coração
De  uma  nação  que  é  sua.
Quando  se  enxerga  com  o  coração
De  um  povo  que  é  seu
De  um  povo  que  é  seu  igual.
Toda  escuridão  se  clareia
Nosso  peito,
Esse  se  incendeia...


E  o  sangue
Que  pernambucanamente  goteja
Dança  feito  moleque
Acelerado  nas  veias.
E  uma  alegria  contida
É  chamada  a  vida
Embebendo  de  Pernambuco

Todo  o  chão  que  se  pisa.

Ant.  Andrade
OUT,  2013

AMIZADE

Amizade  não  é  amor  bandido

É  amor  querido

Amizade  não  se  compra

Nem  se  cobra

Se  espera...

Não  se  desespera  quando  ela  vai

A  amizade  necessita 

De  um  tempo  só  dela

E  se  alegra  quando  nela 

Uma  boa  lembrança  se faz

A  amizade  não  é  patrimônio

Não  é  de  ninguém

Amizade...

É  querer  bem



Ant.  Andrade

FEV,  2014

domingo, 26 de janeiro de 2014

TEU OLHAR


Me  guarde  nesse  teu  olhar...

Seja  um  encontro,

Seja  como  encanto,

Desses  olhos

Que  brilham  como brilha o  luar.

Me  guarde...

Não  quero  ficar  sem  viver 

Desse  expressivo  modo  de  ver.

Teu  olhar

Que  quero  guardar  em  mim.

Misterioso...  convidativo  olhar...

Que  sublima,

Que  domina...

Sem  escravizar.



Ant.  Andrade

Out,  2013

SIMPLESMENTE ESCREVO


Escrevo  minha  dor

Meu  amor

Meu humor

Escrevo  o  que  vejo

Escrevo  o   que  sinto

Simplesmente  escrevo...

Palavras em forma de beijo.





Ant.  Andrade

JAN,  2104

RECIFE BERÇO DAS ÁGUAS


Quantos  segredos  tu  guardas

Recife  berço  das  águas...

Quantos  amores  tu  calas

Recife  berço  das  águas...

Desse  teu  povo  que  sempre  afagas

Recife  berço  das  águas...

Acordas  em  mim  rios  de  amores

Que  em  cada  boca  beijada

Eram  teus  lábios  Recife

Que  eu  beijava...



Ant.  Andrade
JAN,  2014


MARAVILHE-SE



Não  se  surpreendas

Se  alguém  próximo  de  você

Produzir  algo  de  belo,

De  maravilhoso.

Não  inveje.

Maravilhe-se !

Saiba,

A  luz  que  ilumina  o  alpendre,

Também  ilumina  o  terreiro.

Terreiro  e  alpendre  são  belos...

E  partilham  seus  mistérios.



Ant.  Andrade
Dez,  2013



EU E DEUS



Tenho  certeza  do  humor  de  Deus.
Ele  me  sorrir  todos  os  dias,
Brinca  comigo  e  me  faz  rir  também.
As  vezes  me  pego  sorrindo  do  nada
É  Ele,  me  lembrando  de  momento  engraçados  e  divertidos.
Ele  me  apronta  cada  uma...
E  ainda  se  dá  o  direito  de  ralhar  comigo.
Também  Ele  é  Deus!
Quem  sou  eu  pra  brigar  com  Ele?
Mas  Ele,  mesmo  sendo  Deus
Aceita  minhas  birras 
E  rir  da  minha  tolice...
Me  abre os  braços  e  me  acolhe
Sorrindo  da  minha  idiotice...


Mesmo  laico  das  coisas  de  Deus
Eu  enxergo  sua  intimidade
E  o  humor  com  que  Ele  nos  trata.
Meus  laços  com  Deus  estão  tão  próximo
Que  sua  palavra  está  em  mim
E  eu  estou  Nele.
A  criatura  se  revela  no  Criador
E  o  Criador  se  faz  criatura  em  sua  obra.
Eu  Lhe  perguntei
Por  que  eu?
Ele  me  respondeu
Porque  Eu  sou!
Foi  o  bastante
E  saímos  rindo
Abraçados  seguimos...
Eu  e  Deus
Deus  e  eu.



Ant.  Andrade
JAN,  2014


CORAÇÕES ALADOS


Corações  que  voam

Corações  maravilhados

São  corações  alados

Que  buscam  encantados

Um  outro  coração  amado

Para  se  fazer  nele

Um  só  coração

Para  todo  sempre...

Enamorado.




Ant.  Andrade

NOV,   2012

A POESIA



O  poeta  morre
A  poesia  não
Ela  sempre  vai  encontrar
Uma  forma  de  se  revelar
A  poesia   pulsa
Como  pulsa  o  universo
Ela  é  senhora  do  tempo
E  se  fará  presente
Seja  no  sol,  na  terra,  ou  na  lua
No  céu  ou  na  rua
Na  minha  boca
Ou  na  tua


Ant.  Andrade

JAN,  2014

domingo, 22 de dezembro de 2013

NATAL DA ESPERANÇA


Um  janela 
Se  abriu  no  firmamento
E  o  anjo  de  Senhor
Fez  soprar  o  vento...
E  toda  graça  repousará
Numa  gruta  em  Belém.


Meus  olhos  adormeceram
No  colo  da  Virgem  Maria
E  acordaram  assistindo
O  nascimento  da  Salvação.


Nosso  Deus  menino
Novo  fogo
Nova  brasa
Que  arderá
Em  todos  os  hemisférios
Em  toda  terra.


E  desse  abraço  de  Natal
Que  Dele  se  encerra
Tocara  todo  coração  na  terra.
Se  dará  nova  aliança
Onde  se  revela
Deus  menino.
Natal  da  Esperança...



Ant.  Andrade

NOV,  2013

PAREDES AMIGAS


Paredes  amigas
Que  me abrigam  do  frio
São  paredes  frias  vazias
Que  me  isolam
Que  me  fecham,
Me  tolhem  a  visão.


Paredes  caladas
Que  provocam  nosso  grito
Nosso  grito  de  solidão...
Falar  com  as  paredes
Como  quem  fala  sozinho
Igual  ao  falar  da  canção

     “Hoje  falei  pras  paredes
            Coisas  do  meu  coração...”

Paredes  frias,  vazias
Que  me  abrigam 
Me  escutam
E  não  me  deixam  sair...
São  paredes  amigas
Que  sem  querer  me  separam  de  ti.


Você  janela  morena
Me  abra  brecha  pequena
Por  onde  eu  possa  fugir
Pra  novamente  em  teus  braços
Mais  uma  vez  cair... 



Ant. Andrade

NOV,  2013

DEUS CRIADOR




O  Deus  que  habita  em  mim

Deus  criador,

Se  revela...

Onde  menos  se  espera.

Seja  feita  assim

Dentro  e  fora  de  mim

Tua  perfeita  aquarela...




Ant.  Andrade

NOV,  2013

LOUCO ASILO


Em  cada  palavra  tua

Viajo,  enlouqueço

Me  jogo  em  teus  abraços

Me  deixo  ser  engolido.

E  sem  perceber...

Me  vejo  dentro  de  você

Explodindo...

Meu  louco  asilo





Ant.   Andrade

NOV,  2013

AMOR MORENO


Era  noite  de  sábado
Final  de  ano  na  praça  do  Pirapama
Meus  olhos  a  procurava
Já  tinha  dado  voltas  no  coreto
Mais  de  cinco  vezes
E  não  a  encontrava

O  doce  cheiro  da  noite
Os  perfumes  que se  misturavam
Em  busca  alegre  por  ti
Meus  pés  te  buscavam...

     Se  tu  soubesses,  morena
     O  quanto  gostoso
     É  ficar  do  teu  lado
     Sentir  o  teu  cheiro  no  ar
     Beber  do  teu  sorriso
     Flertar  em  teu  olhar...

E  como  que  por  encanto
Na  calçada  da  Capela
Lá  estava  ela
No  seu  meigo  vestir
Alegre,  a  sorrir...

Sem  nada  dizer
Nos  olhamos,  docemente...
E  percebi  ali,  toda  grandeza
De  um  amor  que  se  mostrava...
A  música  e  o  teu  olhar
Me  convidam  a  sorrir
E  meu  coração 
Batia  em  disparada.

Meu  desejo  era  um  só
Eu  a  queria  comigo
Guardar  o  seu  perfume
Sentir  o  seu  calor.
Abraçar  pra  sempre  esse  amor...
Fazer  do  seu  corpo  meu  abrigo
E  ser,   seu  protetor.


Ant.  Andrade

MAR,  2013

INTIMIDADE REPARTIDA


Um  abraço  ao  amor
Um  abraço  ao  sutil
Um  abraço  a  vida...
A  minha  intimidade  repartida.



Ant.  Andrade

ABR,   2013

O QUE FICOU

Lá  se  vai  a  dor...
E  lá  se  vai  o  amor...
Teus  sabores,  teu  cheiro
Que  em  mim  vão  ficar
Aonde  me  levará...?
Quais  os  braços
Que  irão  me  afagar...?
Quais  caminhos  meus  pés
Agora,  irão  pisar...?
Por  que  corres  de  mim  madrugada ?
Por  que  carregas  assim  minha  amada...?
Madrugada  fria,
Estação  vazia...
E  lá  se vai você
Sumindo  devagar...
E  lá  se  vai  o  trem
Carregando  alguém
Pra  não  mais  voltar...



Ant.  Andrade

MAR,  2013